Olhos vermelhos observam, inanimados, o mundo ao teu redor.
Sangue escorre por entre tuas pernas enquanto corpos bruscos, rudes e desajeitados lhe arranham a pele e destroem sua mente.
Alala não tem fome, não tem sede, não sente nada... Apenas o vazio.
Se zanga com a solidão por não deixá-la sozinha com o vácuo que há em si.
Se zanga consigo mesmo, por ser mulher.
Anda curvada. Não desejam que a notem.
O metal reluzente e sedutor parece ser a única coisa que a fará sentir algo. Paz.
Mas ela não tem forças para segurá-lo.
Se joga em meios as ervas daninhas. As degustam saborasamente como ambrosia, na esperança de que lhe arranquem deste corpo violado, sujo.
E Alala continua seguindo, mas tais ervas não permitaram que baixassem a cabeça. A dor que carrega em si, só a faz ser ainda mais mulher.
Mas Alala é apenas dor. Culpa. Raiva. Desprezo.
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