epigrama nº 08


Mais uma vez me encontro aqui perdida, sozinha e solitária.
 Nada faz sentido, nem brilho, nem sabor. 
Apenas tenho sobre mim o peso do mundo. Ou melhor, 
de vários mundos. 
Não tenho mais força para manter-me em pé.
Na verdade, não tenho mais forças para chorar
 ou mesmo pedir ajuda. E como preciso de ajuda. 
Estou saindo daqui, dessa mente, 
desse corpo. Anseio o voo dos pardais, 
livres com toda a sua excentricidade.


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