epigrama nº 09


Há muito ela não me acompanhava. Mas hoje ela estava lá, me olhando de longe, analisando se teria vontade o suficientemente para permitir que a Lua tornasse a sorrir para mim.
Sinceramente, não sabia o que fazer até vê-la. É incrível como ela consegue fazer meus reais desejos virem à tona. Mas a Lua não sorriu para mim, permiti, quase implorei, mas ela não apareceu.
E quando senti aqueles olhos quentes afagando os meus finalmente entendi. Não importa quantos mais me façam chorar, sofrer; não importa se a Lua não sorri para mim. O que realmente importa é meu sorriso para mim mesma, aquele sorriso bobo de quem já conheceu e hoje desconhece os segredos da vida, que hoje, mesmo com todo o peso da cruz que carrega, mantém no sorriso a malícia de uma criança e nos olhos a inocência de mulher.

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