hora íntima

Sinto teu olhar a desarmar meu corpo. E meu corpo estremece com a carícia que ainda esta por vir. Sei que pode ver em meus olhos o clamor de meu corpo pelo teu. E enfim, é chegada a hora.
Ao abraçar-me, vejo tua surpresa e doçura ao notar o calor por baixo de minhas vestes. E, coreográficamente, percorre tênuamente meu corpo com tuas mãos, enquanto, teus lábios susurra volúpias e tua respiração embriaga-me. Sabemos que a explosão esta próxima. E as lágrimas rompem-se por nossas faces.
Suas mãos agora estáticas, seguram meu rosto. E as minhas, que antes lhe prendiam junto a mim, pendem-se junto ao corpo, agora em repouso. O silêncio é quebrado apenas por respirações ofegantes. Teu olhar, que antes dava-me segurança, agora deixam-me perdida numa floresta verde.
Chega a explosão. Agora, não temos mais controle de nossas lágrimas, não é preciso ser dito. Sabemos que este é o fim. Foi nossa decisão colocarmos o fim antes do meio

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