corpo transcrito

Passaram-se as paginas... as reticências tornaram-se mais frequentes, e as orações se repetiam a mais e mais em cada paragráfo. Não sei se o leitor ou livro, mas algo entediara-se com o texto enfadonho. Intrigante, pois este já foi teu livro favorito, aquele que guardavas ao lado do travesseiro todas as noites; que carragava contigo em tuas palavras, ações e pensamentos.
Recordo de ter-me dito que fôra este que lhe ensinou a não julgar o livro pela capa. Recordo também de tua euforia e medo ao ler os primeiros capítulos, de tua angútia ao chegar ao meio. E de tuas lágrimas ao abandonar o livro, por não ter forças para continuar.
Mas esta odisséia ainda lhe tiro um sono. E agora, consigo ver que a poesia não estava no corpo moreno, sua antologia mais que perfeita mas, nos volupiosos olhos do homem apaixonado.

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