Lá está a flor negra sobre a cama manchada de sangue.
Mais uma vez a mulher carente acorda sozinha,
a ferida aberta novamente por falanges frias e nervosas.
Não se arrepende por um amor abandonado,
mas sofre por ter sido abandonada por um amor.
Arruma a cama. Passa a tarde, dias, anos
e cama perfumada continua intacta a espera de não se sabe o que,
não se sabe quem.

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