o que há

Curtiu com meu corpo, com meu coração... Minha mente.
Mas há algo que ainda prevalesse único e indomável. Meu espírito.
Quando pequena, o falso moralismo familiar me fez crêr que eu, por ser XX, sempre seria culpada por tudo aquilo que me ocorresse.
Na pré-adolescência, já haia me tornado mulher, cheia de obrigações como qualquer na idade que me encontro hoje.
Um corpo violado, um coração não infantil, uma mente selvagem.
No fundo, sempre soube que algo estava errado. Quando baixava cabeça, jamais baixei o olhar.
Quando surrada, tanto pelas pessoas quanto pela vida, não escondia as marcas... Me deliciava com elas, sabia que um dia, seriam devolidas, mas não diretamente por mim.
Talvez me arrependa de algumas coisas, mas concerteza, não fazem parte daquilo que sou.

Não estou aqui para dizer, que sou forjada em titanium. Apenas, que sei de meu lugar no mundo, e minha dor, não é dor. É a valorização de quem sou.

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