São tantas as que habitam em mim.
Inúmeras são aquelas que lutam pela própria liberdade.
Áquela senhora cuja pele evidencia toda uma história de respeito, de vida e de liberdade, sorri para si mesma quando percebe que há muito de bom a se levar dessa existência.Áquela mulher cujos olhos carregam toda uma guerra interna e externa em prol do respeito mútuo, é aquela mesma menina que um dia, morrendo de medo, subiu na laranjeira tentando alcançar a Lua.
Esta mesma menina, que era consolada por áquelas outras, cresceu não sabendo o que era infância, mesmo tendo um sorriso infantil.
Essa senhora que aprendeu cedo, que teu corpo era objeto de desejo do homem, e que ela seria sempre julgada por este crime, mas o sentimento de culpa, só ela poderia carregar ou extinguí-lo.
Essa mulher que viu todos sorrirem ao teu lado quando ela chorava e sofria internamente, conviveu com teus próprios fantasmas, teus próprios vampiros.
Essa menina, que cedo percebeu a ferocidade de um homem, também viu o quão amável e protetor ele, mesmo distante, É quando conheçe o amor.
Amor este que une todas essas dentro de uma só, que para alguns: a louca; para outros: a coitada(no sentido literal da palavra); para poucos: guerreira; e para ela mesma: MULHER!

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