epigrama nº 12

Esta um barulho infernal aqui.
Peço um pouco de silêncio e, 
sem nenhuma surpresa,
 percebo que o burburinho esta em minha mente.

Escrevo, leio, danço, canto, grito, choro, sorrio...
E nada acontece... Minto!
Acontece sim: desespero aumenta.

Creio estar louca,
ouço vozes infantis, mas que escondem sabedoria, 
a ninarem-me, me torno pequenina numa grnadeza irrevogavél.

Estou sozinha em casa.

Sinto olhares curiosos a me perseguirem aonde que eu eu vá.
 Estou no limite.
Não consigo mais sozinha! 
É muito para mim.
Mas porque as vozes me desmentem?

Sei que minha esxistência a cada dia,
 como um grito que morre na garganta,
 esta pífiamente minguando-se.
Peço socorro. Mas a quem?

A voz não sai. 
Recorro ao olhar, mas ninguém me vê. 
Escrevo, mas quem me leria?

As lágrimas e a cólera rompem em minha alma.

Estou enlouquecendo e
 não tenho ninguém que me visite no sanátorio "Vida".
Quem me visitará aos domingos? 
Quem, cairá sobre mim, olhares de piedade?

Sem razão para continuar, continuo.

Nenhum comentário: