epigrama nº 1

Aqueles lábios cujos recitaram aos meus ouvidos as mais belas cartas de amor, 
estão hoje, febris, a percorrem outros quadris...
Aqueles olhos cujos despertaram-me a consciência do mundo e para o mundo,
estão agora, contemplando uma outra alma...
Aqueles braços que protegiam-me de meus próprios fantasmas,
estão protegendo um outro corpo...


O amor que despertastes em meu espírito, está hoje, curando outras almas,
pois algo tão belo e demasiado imenso não pode ficar apenas em único ser...
não tenho direito de corrompê-lo

2 comentários:

Luiz Lukas Copaseut disse...

"Nada no amor é em vão. Nem mesmo a dor ou platonismo, porque esses multiplicam a sensibilidade do amar."

Lindo, muito lindo mesmo.

Rodrigo disse...

Parabéns!