Soberana de uma Alice

Mulher negra, menina violada.
Apenas mais uma Maria, Joana, Aparecida, Ana, Júlia. 
Talvez, ela realmente seja todas elas. 
Todas as mulheres ocupando um único corpo. 
Zilhões de mentes reivindicando uma personalidade.
São tantas, mas ela é só uma. 

A devassa, que se impõe sutilmente em sua santidade. 
Recatada, se esconde em sua vulgaridade. 
Soberana de si mesma,
move o mundo com tuas ancas,
destrói com tuas palavras,
desvenda com teu olhar... 
Acalenta com teu sorriso.

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